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sexta-feira, 6 de maio de 2016

Gestação semana a semana: 5ª semana

Com cinco semanas de gravidez, muitas mulheres nem aparentam estar grávidas ainda, pois a barriga nem começou a aparecer. Porém, o bebê já está ali e só crescendo. .
O que acontece por dentro?
Nesse período, o coração começa a bater, embora ainda o embrião aparente ser um girino. Ele mede apenas dois milímetros. Estão se desenvolvendo também nessa fase os rins, coração, tubo neural – que liga o cérebro à medula espinhal. O fígado também está em desenvolvimento e o esqueleto começa a se formar, juntamente com os músculos. Quando você está com cinco semanas de gestação, o embrião desenvolve mais de um milhão de células por minuto, e seu corpinho passa a ter formato de um C. Nesse momento o sexo do seu bebê também já está definido, mas é preciso esperar um pouquinho mais para você descobrir se será menina ou menino. A bolsa amniótica e a placenta estão se formando nesse momento.
O que acontece por fora?
Com tantas mudanças, as mães ficam com as unhas mais resistentes nessa fase, e o humor irá vacilar muito. O olfato também ficará mais apurado, e serão comuns enjoos e muita vontade de urinar.  Sonolência e sensibilidades nas mamas tão podem estar presentes.
Dicas para as mamães:
Alimente-se a cada 3 horas, porém pequenas porções, para diminuir os enjoos e manter-se saudável. Tenha sempre a mão barrinhas de cereais ou uma fruta. No primeiro trimestre não é necessário o aumento de ingestão de calorias, mas uma dieta balanceada é fundamental para a sua saúde e do seu filhote. Se puder procure um nutricionista.
Prefira alimentos leves, com menor quantidade de gorduras e frituras.
Aumente o consumo de leite e derivados e fibras.
Reduza o consumo de sal que poderá causar inchaços e aumento de pressão arterial.
E beba sempre muito líquido durante o dia, só evite durante as refeições para diminuir a incidência de azia.
Fontes consultadas:

domingo, 10 de abril de 2016

Diretrizes para a operação cesariana no Brasil!

Olá gente!!!
   O Ministério da Saúde lançou um protocolo para incentivar o parto normal e reduzir o número de cesarianas desnecessárias no Brasil!!! ( Espero que saia do papel!)  Como as indicações de operação cesariana têm despertado divergência de opiniões no País, propõem-se as Diretrizes para orientar profissionais da saúde e a população em geral sobre as melhores práticas relacionadas ao tema baseadas nas evidências científicas existentes.
Hoje vim compartilhar com vocês a síntese das diretrizes para a operação cesariana no Brasil. tem dúvidas sobre as indicações reais de cesárea? quer se informar para não cair numa cesárea desnecessária? Então vamos lá:

Diretrizes para a operação cesariana no Brasil

Oferta de Informações: É recomendado fornecer informações para as gestantes durante a atenção pré-natal, parto e puerpério baseadas em evidências atualizadas, de boa qualidade, apontando benefícios e riscos sobre as formas de parto e nascimento, incluindo a gestante no processo de decisão. 

Termo de Consentimento: É recomendada a obtenção de um termo de consentimento informado de todas as mulheres que serão submetidas à operação cesariana programada. Quando a decisão pela operação cesariana programada for tomada, é recomendado o registro dos fatores que influenciaram na decisão e, quando possível, qual deles é o mais influente. 

Apresentação Pélvica: Em apresentação pélvica, e na ausência de contra indicações (*), a versão cefálica externa é recomendada a partir de 36 semanas de idade gestacional, mediante termo de consentimento informado. A versão cefálica externa deve ser ofertada às mulheres e realizada por profissional experiente com esta manobra, em ambiente hospitalar. Em situações nas quais a versão cefálica externa estiver contra indicada (*), não puder ser praticada ou não tiver sucesso, a operação cesariana é recomendada para gestantes com fetos em apresentação pélvica. A operação cesariana programada por apresentação pélvica é recomendada a partir de 39 semanas de idade gestacional. Sugere-se aguardar o início do trabalho de parto. Na situação de a mulher decidir por um parto pélvico vaginal, é recomendado que seja informada sobre o maior risco de morbidade e mortalidade perinatal e neonatal e que a assistência seja realizada por profissionais experientes na assistência ao parto pélvico, mediante termo de consentimento informado. Durante a assistência pré-natal, as mulheres devem ser informadas sobre as instituições e profissionais que assistem o parto pélvico. 
(*) Contra indicações para a versão cefálica externa incluem o trabalho de parto, comprometimento fetal, sangramento vaginal, bolsa rota, obesidade materna, operação cesariana prévia, outras complicações maternas e inexperiência do profissional com o procedimento.

Gestação Múltipla: Em gestação gemelar não complicada cujo primeiro feto tenha apresentação cefálica, é recomendado que a decisão pelo modo de nascimento seja individualizada considerando as preferências e prioridades da mulher, as características da gestação gemelar (principalmente corionicidade), os riscos e benefícios de operação cesariana e do parto vaginal de gemelares, incluindo o risco de uma operação cesariana de urgência/emergência antes ou após o nascimento do primeiro gemelar. No caso de gestação gemelar não complicada cujo primeiro feto tenha apresentação não cefálica, a operação cesariana é recomendada.

Nascimento Pré-termo: Na ausência de outras indicações, a operação cesariana não é recomendada como forma rotineira de nascimento no trabalho de parto pré-termo em apresentação cefálica.

Feto pequeno para a idade gestacional: Na ausência de outras indicações, a operação cesariana não é recomendada como forma rotineira de nascimento em caso de feto pequeno para idade gestacional.

Placenta prévia: A operação cesariana programada é recomendada como forma de nascimento em caso de placenta prévia centro-total ou centro-parcial.

Acretismo placentário: Em gestantes com placenta prévia é recomendada a realização de um exame ultrassonográfico com doppler entre as semanas 28 e 32 da gestação, ou antes, se possível, para investigação de acretismo placentário. É recomendado que as gestantes com diagnóstico ultrassonográfico de acretismo placentário recebam atenção especializada em serviços de referência. Em gestantes com acretismo placentário, é recomendado programar a operação cesariana. Nas situações de suspeita de placenta increta ou percreta, é recomendado programar a operação cesariana para as semanas 34-36 da gestação. No momento da operação cesariana, é recomendada a presença de dois obstetras experientes, anestesista e pediatra para o procedimento, bem como equipe cirúrgica de retaguarda. É recomendada a tipagem sanguínea e a reserva de hemocomponentes para eventual necessidade durante o procedimento. O serviço de referência deve assegurar condições de suporte para pacientes em estado grave.

Preditores da progressão do trabalho de parto: A utilização de pelvimetriaclínica não é recomendada para predizer a ocorrência de falha de progressão do trabalho de parto ou definir a forma de nascimento. A utilização de dados antropométricos maternos (por exemplo, a altura materna ou tamanho do pé) não são recomendados para predizer a falha de progressão do trabalho de parto.

Infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV): Confirmar a idade gestacional adequadamente, a fim de se evitar a prematuridade iatrogênica. Utilizar parâmetros obstétricos, como data correta da última menstruação, altura uterina, ultrassonografia precoce (preferencialmente no 1° trimestre, ou antes da 20ª semana). A operação cesariana eletiva deve ser realizada na 38ª semana de gestação, a fim de se evitar a prematuridade ou o trabalho de parto e a ruptura prematura das membranas. Caso a gestante com indicação para a operação cesariana eletiva inicie o trabalho de parto antes da data prevista para essa intervenção cirúrgica e chegue à maternidade com dilatação cervical mínima (menor que 4 cm), o obstetra deve iniciar a infusão intravenosa de Zidovudina (AZT) e realizar a operação cesariana, se possível, após 3 horas de infusão. Sempre que possível, proceder ao parto empelicado (retirada do neonato mantendo as membranas corioamnióticas íntegras). Não realizar ordenha do cordão umbilical, ligando-o imediatamente após a retirada do RN. Realizar a completa hemostasia de todos os vasos da parede abdominal e a troca das compressas ou campos secundários antes de se realizar a histerotomia, minimizando o contato posterior do recém-nascido com sangue materno. Utilizar antibiótico profilático, tanto na operação cesariana eletiva quanto naquela de urgência: dose única endovenosa de 2g de cefalotina ou cefazolina, após o clampeamento do cordão.

Infecção pelo Vírus da Hepatite B: A operação cesariana não é recomendada como forma de prevenção da transmissão vertical em gestantes com infecção por vírus da hepatite B. 

Infecção pelo Vírus da Hepatite C: A operação cesariana não é recomendada como forma de prevenção da transmissão vertical em gestantes com infecção por vírus da hepatite C. A operação cesariana programada é recomendada para prevenir a transmissão vertical do HIV e Hepatite C em mulheres com esta co-infecção. 

Infecção pelo vírus Herpes simples (HSV): A operação cesariana é recomendada em mulheres que tenham apresentado infecção primária do vírus Herpes simples durante o terceiro trimestre da gestação. A operação cesariana é recomendada em mulheres com infecção ativa (primária ou recorrente) do vírus Herpes simples no momento do parto.

Obesidade: A operação cesariana não é recomendada como forma rotineira de nascimento de feto de mulheres obesas.

Profilaxia de infecção cirúrgica: É recomendado oferecer antibioticoprofilaxia antes da incisão na pele na intenção de reduzir infecção materna. A escolha do antibiótico para reduzir infecção pós operatória deve considerar fármacos efetivos para endometrite, infecção urinária e infecção de sítio cirúrgico. Durante a operação cesariana, é recomendada a remoção da placenta por tração controlada do cordão e não por remoção manual, para reduzir o risco de endometrite.

Assistência à mulher com operação cesariana prévia: É recomendado um aconselhamento sobre o modo de nascimento para gestantes com operação cesariana prévia que considere: as preferências e prioridades da mulher, os riscos e benefícios de uma nova operação cesariana e os riscos e benefícios de um parto vaginal após uma operação cesariana, incluindo o risco de uma operação cesariana não planejada. É recomendado que as mulheres com operações cesarianas prévias sejam esclarecidas de que há um aumento no risco de ruptura uterina com o parto vaginal após operação cesariana prévia. Este risco é, a princípio, baixo, porém aumenta à medida que aumenta o número de operações cesarianas prévias. Na ausência de outras contraindicações, é recomendado encorajar a mulher com uma operação cesariana prévia a tentativa de parto vaginal, mediante termo de consentimento informado. É recomendado que a conduta em relação ao modo de nascimento de fetos de mulheres com duas operações cesarianas prévias seja individualizada e considere os riscos e benefícios de uma nova operação cesariana e os riscos e benefícios de um parto vaginal após duas operações cesarianas, incluindo o risco aumentado de ruptura uterina e de operação cesariana adicional não planejada, e as preferências e prioridades da mulher, mediante termo de consentimento informado. Durante a assistência pré-natal, as mulheres devem ser informadas sobre as instituições e profissionais. que assistem o parto vaginal após duas operações cesarianas. Os profissionais e instituições de saúde devem ter resguardada sua autonomia em relação à aceitação ou não da assistência ao parto vaginal após duas operações cesarianas. A operação cesariana é recomendada para mulheres com três ou mais operações cesarianas prévias. O trabalho de parto e parto vaginal não é recomendado para mulheres com cicatriz uterina longitudinal de operação cesariana anterior.
A avaliação ultrassonográfica da cicatriz uterina pós-cesariana segmentar e pelvimetria não são recomendadas como rotina em caso de mulher com uma ou mais operações cesarianas prévias. Em mulheres com operação cesariana prévia e intervalo entre partos inferior a 15 meses (ou intergestacional inferior a seis meses), é recomendado individualizar a conduta relativa ao modo de nascimento.
Para as gestantes que desejam um parto vaginal (espontâneo ou induzido) após operação cesariana é recomendada a monitorização materno-fetal intermitente e assistência que possibilite acesso imediato à operação cesariana. Em mulheres com operação cesariana prévia e indicação para indução de trabalho de parto, é recomendado o uso de balão cervical ou ocitocina. O uso de misoprostol para indução do parto em mulheres com cicatriz de cesariana prévia, independentemente do número de cesáreas, não é recomendado.

Cuidado do recém-nascido: Quando o nascimento ocorrer por operação cesariana, é recomendada a presença de um médico pediatra adequadamente treinado em reanimação neonatal. Em situações onde não é possível a presença de um médico pediatra em nascimentos por operação cesariana, é recomendada a presença de um profissional médico ou de enfermagem adequadamente treinado em reanimação neonatal. 
É recomendado o clampeamento tardio do cordão umbilical para o recém-nascido (RN) a termo e pré- termo com ritmo respiratório normal, tônus normal e sem líquido meconial. Nos casos de mães isoimunizadas, ou portadoras de vírus HIV ou HTLV (vírus linfotrópicos de células T humanas), o clampeamento deve ser imediato.  É recomendado suporte adicional para a mulher que foi submetida à operação cesariana para ajudá-las a iniciar o aleitamento materno tão logo após o parto. 

Ligadura Tubária: É recomendado que o modo de nascimento não seja determinado em função da realização da ligadura tubária.

Para ler o texto na íntegra Clique aqui!!!


quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Entendendo a microcefalia!!!

Diante do surto de microcefalia que estamos vivendo, vim falar um pouco sobre esta alteração e sua relação com o zica vírus!!!


O que é a microcefalia?
A microcefalia é uma condição em que a cabeça e o cérebro das crianças são menores que o normal para a sua idade, influenciando o seu desenvolvimento mental. Geralmente, a microcefalia está presente quando o tamanho da cabeça de uma criança com um ano e três meses é menor que 42 centímetros. Isto ocorre porque os ossos da cabeça, que ao nascimento estão separados, se unem muito cedo, impedindo que o cérebro cresça normalmente.

O que pode causar a microcefalia?

A Microcefalia pode ser de causa primária ou genética que refere-se a um grupo de distúrbios que geralmente não tem outras malformações ou está associada a algumas síndromes genéticas específicas, tais como Síndrome de Down, Síndrome de Edwards, Síndrome de Cri-duchat, entre outras. O crescimento do cérebro é lento e o peso do cérebro adulto não passa de 500 a 800 gramas, sendo que o peso normal é de 1.200 a 1.500 gramas. também pode estar associada a causas secundárias ou não-genéticas (Microcefalia por Cranioestenose), resultantes de um grande número de agentes nocivos que atingem o feto intra-útero, principalmente acometendo a mãe no primeiro trimestre de gestação. Pode-se citar como exemplos as seguintes condições: uso de drogas (medicamentos e álcool), desnutrição materna, infecções (rubéola, toxoplasmose, varicela), insuficiência placentária e exposição à radiação. É caracterizada pela fusão prematura das suturas cranianas ocorrendo antes de encerrar o crescimento cerebral, impedindo expansão e deformando a caixa craniana. Além disso, nos momentos em que se tem o processo mais rápido de crescimento cerebral, ou seja, durante o período pós-parto indo até os dois primeiros anos de vida, a microcefalia pode ocorrer devido aos seguintes fatores como hipóxia grave, traumatismo crânio-encefálico, acidente vascular cerebral e distúrbios degenerativos do sistema nervoso central.

Como diagnosticar a microcefalia?

O diagnóstico pode ser feito durante a gestação, através da ultrassom, e pode ser confirmado logo após o parto através da medição do tamanho da cabeça do bebê.  Ao nascer o perímetro cefálico varia de 33 a 37 cm, com média de 35 cm. Exames como tomografia computadorizada ou ressonância magnética cerebral também ajudam a medir a gravidade da microcefalia e quais serão suas possíveis consequências para o desenvolvimento do bebê.

Existe tratamento para microcefalia?

O tratamento da microcefalia não cura a doença, porém ajuda a reduzir as consequências no desenvolvimento mental da criança.Uma das possibilidade de tratamento é fazer uma cirurgia para separar ligeiramente os ossos do crânio, nos 2 primeiros meses de vida, para evitar a compressão do cérebro que impede seu crescimento.
Em geral, não há tratamento específico para microcefalia. O tratamento é sintomático e de suporte. É importante que as anomalias congênitas associadas sejam identificadas e ainda é de vital importância que se determine a causa específica desta desordem.
Realizando os seguintes procedimentos é possível melhorar a qualidade de vida dos pacientes: 
  • Procedimentos fisioterapêuticos
  • Medicamentos indicados para cada caso (ex: anticonvulsivante)
  • Cuidados com patologias associadas
  • Dieta adequada
  • Aconselhamento genético aos pais.

Quais as consequências da microcefalia?

As crianças com microcefalia podem ter graves consequências como:
  • Atraso mental;
  • Déficit intelectual;
  • Paralisia;
  • Convulsões;
  • Epilepsia;
  • Autismo;
  • Rigidez dos músculos.
Qual a relação do vírus da Zika com a microcefalia?

Assim como o vírus da dengue, o zika é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti e não tem cura ou vacina identificada até o momento. A relação entre o zika vírus e a má-formação genética ganhou força porque o micro-organismo foi identificado em duas gestantes da Paraíba. Elas apresentaram sintomas da infecção durante a gravidez e carregam bebês com microcefalia confirmada. Por se tratar de uma infecção viral, pode atravessar a barreira placentária como aconteceu com essas gestantes já confirmadas. A correlação entre a microcefalia e a zika é quase certa, mas ainda não se pode dar certeza.
É a primeira vez no mundo que essa hipótese é levantada, não havendo estudos confirmados, por isso a investigação está sendo minuciosa!!!
O Ministério da Saúde orienta que grávidas ou mulheres que pretendem engravidar tenham “cuidado redobrado” para evitar infecções virais.
As grávidas devem evitar contato com infecções, de qualquer tipo. Havendo qualquer suspeita, que se evite o contato com pacientes infectados e com os mosquitos transmissores de dengue e zika. 
Até o momento, não há nenhum tipo de tratamento disponível para a fase aguda da infecção por zika vírus, que dura cerca de três dias. Os principais sintomas são febre baixa e manchas pelo corpo (exantema). Caso a relação do vírus com a anomalia na gravidez seja confirmada, o ministério afirma que vai “trabalhar ainda mais na prevenção e no combate ao mosquito transmissor”.

O maior risco para a gestante e seu bebê se dá nos 3 primeiros meses de gestação, onde o feto está em formação inicial! A decisão de engravidar neste momento deve levar em conta a vontade da mulher e do casal e a situação do vírus no país, segundo os especialistas. O controle de risco deve ser feito de forma individual e, se a mulher engravidar, tem que fazer as medidas de proteção até mesmo nas áreas de surto. 


Como evitar o zika vírus?
Enquanto é investigado, é nossa obrigação, enquanto sociedade, que façamos a nossa parte e cuidemos dos nossos quintais, jardins, psicinas, pneus..enfim..aquela velha história que há alguns anos já é propagada. Se não fizermos a nossa parte, como não estamos fazendo, o mosquito não será combatido nunca!!!
Segue abaixo algumas dicas para evitar o vírus e consequentemente a contaminação:
  • Evite a proliferação do mosquito em casa: 

    Retire o excesso de água dos vasos com plantas e evite acumular garrafas, copos e pneus no quintal. Esses objetos facilmente acumulam água da chuva e se tornam um criadouro natural. Limpe periodicamente o reservatório de água da geladeira (comum em modelos frost free), que também acumula água
  • Aposte em roupas de manga longa e calças: 

    Use roupas que cubram o máximo possível do corpo como calça e camisas de manga longa. Elas evitam o contato do mosquito com a pele. No verão aposte em tecidos leves
  • Use repelente como se não houvesse amanhã: 

    Passe repelente pelo menos três vezes ao dia em toda o corpo. Reponha sempre que molhar a pele ou se suar muito. Dê atenção especial às pernas e braços. Gestantes, consultem o obstetra para orientar sobre o melhor repelente!!!
  • Use telas em janelas: 

    Use telas nas janelas e evite deixar portas abertas de manhã e à tarde para evitar que os mosquitos entrem em casa
  • Mobilize os vizinhos: 

    Não adianta acabar com todos os possíveis criadouros da casa se o vizinho não faz o mesmo. Mobilize a vizinhança seja chamando para uma reuniãozinho, seja no boca-a-boca, para ter certeza que todos estão tomando os mesmos cuidados
Referências:

sábado, 21 de março de 2015

Preparando o períneo para o parto!


   A mulher recebe a grande notícia: Está grávida!!! Aí ela começa a se cuidar, se alimentar melhor, mudar hábitos, fazer algum exercício físico e preparar o períneo. Certo? Errado! Pelo menos a preparação do períneo sim. Esta parte geralmente é ignorada pelas mulheres por diversos motivos...       Este é um assunto que todas as mulheres, não só gestantes, devem ler e entender. 98% das gestantes que conheço não sabem o que é o períneo, onde se localiza, para que serve... e 100% não tiveram alguma orientação de como prepará-lo para a gestação e para o parto.   
   É obvio que se a gestante não sabe e não tem orientação de sua GO ou da enfermeira do PSF de que é importante exercitar o períneo, ela não vai fazer. E isso irá refletir na duração do parto e provavelmente ocorrerá uma laceração bem maior OUU uma episiotomia! 
 Muitas mulheres só conhecem esse músculo em rodas de gestantes, quando começam o acompanhamento por doulas, fisioterapeutas ou quando pesquisam e descobrem. Na verdade, essa situação me preocupa e muito, pois é de responsabilidade maior de quem está acompanhando o pré-natal da gestante de informar, orientar e ensinar e esse processo não acontece, podendo acarretar grandes transtornos para a mulher.   Então, para tentar amenizar essa situação vou falar hoje tudo o que envolve o períneo para que você conheça e aprenda o que fazer para prepará-lo para o grande momento. 

Prontas para mais um aprendizado??? Vamos começar!!!   

   O períneo é um grupo muscular que fica na base da pelve. Estes músculos são responsáveis pela sustentação dos órgãos pélvicos (bexiga, útero, reto, uretra, vagina e ânus) e pela continência urinária e fecal; sendo também muito importantes para a sexualidade e reprodução. Ele é muito exigido durante a gravidez, por conta do sobrepeso. E no parto, já que o bebê passa através dele para nascer.

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   De acordo com a fisioterapeuta Miriam Zanetti, especialista em assoalho pélvico de São Paulo, o correto seria que todas as integrantes da ala feminina fortalecessem os tais músculos durante a vida inteira, independentemente da pretensão de engravidar. “As meninas deveriam aprender a fazer contrações perineais logo em sua primeira consulta ao ginecologista, para evitar problemas futuros, como a incontinência urinária”, justifica Miriam.  Esses movimentos,  batizados como exercícios de Kegel, fazem a manutenção dos músculos do assoalho pélvico, impedindo que eles enfraqueçam com o passar dos anos.   
   Fatores de risco como obesidade, prisão de ventre, atividades físicas de impacto, sobrepeso da gravidez e o parto podem enfraquecer essa musculatura. Durante a gestação, a musculatura do assoalho pélvico sofre um prolongado teste de resistência. Sustentando, além dos órgãos pélvicos, o bebê, o novo útero e todos os demais anexos embrionários (placenta, cordão umbilical, etc), o aumento de peso varia normalmente de 10 a quase 20 kg (sendo o ideal 11 kg). Neste período, uma musculatura forte oferece maior apoio ao útero, reduzindo a pressão sobre a bexiga e diminuindo as dores lombares, tão comuns às gestantes, especialmente nos últimos meses.  
   O parto é o maior teste de força, resistência e elasticidade para todo o assoalho pélvico, especialmente para a musculatura. Um períneo preparado permite uma recuperação melhor e muito mais rápida.   O trabalho de parto, independentemente de vaginal ou cesáreo, é o maior responsável por lesões do assoalho pélvico que levam a incontinência urinária ou fecal: praticamente todas as mulheres com filhos, após os 50 anos de idade, apresentam algum grau de fraqueza da musculatura do assoalho pélvico. Quando a musculatura está fraca os ligamentos são lesionados e falham em sua função de sustentação. Então os órgãos saem de sua posição natural (descem), ocasionando problemas como os prolapsos genitais e a incontinência urinária, comuns em mulheres em todas as faixas etárias. No entanto, estes problemas são muito mais comuns em mulheres com um ou mais partos.   Por isso, há uma necessidade de constante fortalecimento desse conjunto de músculos para evitar que lesões ocorram, principalmente durante o parto.  

E como preparar o períneo durante a gestação??   
   Existem duas maneiras de preparar a região perineal. A primeira é o fortalecimento, realizado por meio de exercícios de Kegel, Pilates ou Ioga e que deve ser praticado durante toda a gravidez. A outra é o aumento da elasticidade, obtido com a massagem perineal, que pode ser aplicada  após a 32ª semana de gestação - ou por meio do uso de um aparelho dilatador vaginal, normalmente liberado pelo médico na 35ª semana.

Exercício de Kegel:   
   Devem ser realizados ao longo de toda a vida e estão liberados durante a gestação inteira. Serve para fortalecer a musculatura do períneo.Como fazer: contraia a vagina e o ânus, como se estivesse puxando-os para dentro e para cima do seu corpo, sem usar outros músculos (como os do abdômen e das pernas) e sem prender a respiração. Mantenha a musculatura contraída o máximo que puder. Em seguida, vá relaxando, devagar.Ao voltar à posição inicial, empurre os músculos para fora e, então relaxe.Se estiver com dificuldades de reconhecer a musculatura que deve ser contraída, faça o exercício de interromper o fluxo da urina, quando estiver no banheiro. Estes são os músculos que serão exercitados.    Para que seja eficaz, devem ser feitas 3 séries de, pelo menos, 50 repetições cada, no decorrer do dia. Dá até para praticar enquanto estiver digitando no computador, sentada no carro e vendo televisão, por exemplo.

Massagem perineal:   
   Deve ser feita a partir da 32ª semana de gravidez pela gestante ou por seu companheiro o que, aliás, pode ser muito prazeroso e de grande ajuda, já que o tamanho da barriga costuma atrapalhar na hora de fazer sozinha. Serve para aumentar a elasticidade da musculatura.Como fazer: lave bem as mãos, com água e sabão, e encontre uma posição confortável.  A melhor posição para a realização da massagem perineal é a chamada posição ginecológica (a mesma do consultório do ginecologista: deitada da maneira mais confortável possível, pernas afastadas e pés apoiados). Outras posições alternativas são a sentada ou, em último caso, em pé com as pernas afastadas, como na auto-massagem realizada pela própria mulher, por exemplo, durante o banho. Se realizar automassagem é mais fácil utilizar o polegar. Para o companheiro, o mais provável é ser o indicador ou o anelar. Passe algum lubrificante nos dedos antes de começar, os mais utilizados são o óleo de rosa de mosqueta, o óleo de amêndoas doce e o azeite de oliveira. Introduza os dedos na vagina 3-4 cm; Faça pressão para baixo e deslize o dedo pela parede inferior; Mantenha a pressão e sinta a musculatura sendo estendida; Deslize, subindo pelas laterais e fazendo a forma de um U; Finalize com movimentos circulares. Aumente a intensidade gradualmente, para evitar que se machuque. 
   Apenas 10 minutos por dia da massagem já são suficientes para garantir uma elasticidade adequada para o parto.

Dicas: fazer compressas com toalhas mornas no períneo, por 10 minutos, ou tomar um banho quente antes da massagem ajudam a relaxar ainda mais.Evite mexer no orifício da uretra evitar infecções urinárias.

Epi-no:   Trata-se de uma pequena pera de látex que deve ser introduzida na vagina e insuflada até o limite que a gestante suportar. Depois, é só retirá-la devagarinho. De acordo com Miriam Zanetti, o dispositivo pode ser usado diariamente, a partir da 34ª semana de gestação. Apenas alguns minutinhos por dia já são suficientes para alongar a musculatura. Segundo Catia Chuba, mulheres que usam o Epi-no chegam a ter 5 vezes menos riscos de apresentar laceração no períneo durante o parto.  

ATENÇÃO: A realização desses exercícios e o uso do Epi-no requer orientação profissional para que você compreenda melhor como devem ser feitos!!! 

E no pós-parto? O que a mulher pode fazer?   
   Depois que o bebê nasce, os cuidados com o períneo devem ser retomados. Os exercícios de Kegel ajudarão a musculatura a recuperar sua firmeza. Você poderá recomeçar os movimentos cerca de uma semana após o parto normal e, no caso de ter sido submetida a alguma sutura, assim que os pontos caírem. O dilatador também pode ser  bom nessa fase.   As recomendações são igualmente válidas para quem fez cesárea, por conta de todo o peso que o assoalho pélvico precisou sustentar durante os nove meses. Nessas situações, a mulher deve esperar pelo menos 15 dias e só começar a praticar quando não sentir mais desconforto por conta do corte da cirurgia. Mas, sempre com orientação médica.   A obstetra Catia Chuba, de São Paulo, confirma os benefícios do preparo da região perineal para a hora do parto. “Os cuidados com o períneo durante a gravidez facilitam a passagem do bebê pelo canal vaginal, prevenindo a necessidade de uma episotomia”, garante a médica. E aí? Vamos cuidar do nosso períneo??

Fontes consultadas:

sábado, 14 de março de 2015

RESOLUÇÃO NORMATIVA Nº 368

    No dia 6 de Janeiro de 2015, foi publicado no diário oficial, a mais nova resolução da ANS (Agência Nacional de Saúde) que dispõe sobre o direito das parturientes beneficiárias de planos de saúde ao acesso à informação dos percentuais de cirurgias cesáreas e de partos normais, por operadora, por estabelecimento de saúde e por médico e sobre a utilização do partograma, do cartão da gestante, e da carta de informação à gestante no âmbito da saúde suplementar.
     Esta resolução é um grande avanço na luta em favor da humanização do parto e nascimento, pois visa diminuir as cesáreas desnecessárias que são realizadas constatementes no nosso País
Segue o link da normativa para que vc entenda melhor seus objetivos. não deixe de ler!!!

chega de desneCesárea!!!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Parto Humanizado!!! #PapoDeCegonha

Boa noite gente!!!

A TV Assembléia da Paraíba está com um programa lindíssimo, o Papo de Cegonha!!! A estreia foi com o tema Parto Humanizado falando sobre parto, doula e eu não podia deixar de compartilhar com vcs!!!

É só clicar para assistir!!



sexta-feira, 20 de junho de 2014

Parto Normal Após Cesárea! É possível???



    Aproveitando a notícia do dia que fala sobre o nascimento do filho da cantora Wanessa Camargo de parto normal após cesárea, vamos falar um pouco sobre o VBAC e sanar algumas dúvidas!!!


    Por que o parto de Wanessa virou notícia e deixou todas as ativistas do parto normal alegres??
   Bem! VBAC é uma sigla em inglês que significa Vaginal Birth After Cesarean, ou parto vaginal após cesárea. O que ocorre é o seguinte: Os médicos alegam que uma mulher que já teve cesárea, principalmente com menos de dois anos, não pode parir pois pode romper o útero. Ou seja, uma vez cesárea, sempre cesárea!!! 
   Massss, na prática estamos tendo a comprovação de que parto normal após cesárea É POSSÍVEL SIM!!!
    Vamos para o que falam os relatos históricos e as pesquisas:

  Em 1916, um autor chamado Edwin Craigin terminou um artigo no qual ele advertia sobre as cesarianas desnecessárias, conclamando os colegas a evitar uma primeira cesárea (que ele chamou de "cirurgia obstétrica radical), com uma frase que se tornou famosa: "once a cesarean, always a cesarean" (uma vez cesárea, sempre cesárea" (1). Apesar de o próprio Craigin ter elencado uma série de exceções para essa regra, como o caso de uma paciente sua que teve três partos vaginais depois de uma cesárea (fato notável, uma vez que na época a incisão uterina padrão era corporal), a frase acabou se disseminando no meio obstétrico como um axioma indicando a OBRIGATORIEDADE DE SE REPETIR A EXTRAÇÃO FETAL POR CESÁREA DEPOIS DE UMA PRIMEIRA CESÁREA. No entanto, a própria disseminação da "cirurgia obstétrica radical", que em 1916 ainda era muito rara, tornou relativamente comuns as gestações depois de uma cesárea, e da mesma forma começaram a ser publicados os relatos de Parto Vaginal Após Cesárea (PVAC), ou Vaginal Birth After Cesarean (VBAC).
  De acordo com o National Institutes of Health (NIH), desde 1996, cerca de um terço dos hospitais e metade dos médicos pararam de prestar cuidados para VBAC. Em 1996, a taxa de VBAC em os EUA foi de 28%. Hoje é menos de 10%. Um relatório sobre as tendências da casa parto vaginal após uma cesariana indica que a recusa de acesso aos cuidados de VBAC levou um número crescente de mulheres a lutar por um VBAC em casa.
   Os riscos de complicações graves de um VBAC são menos de 1%. A razão dada por médicos e instituições de negar assistência médica para essas gestantes não têm nenhum fundamento na ciência. Negar atendimento para VBAC também apresenta um claro conflito de interesses para os fornecedores e instituições que querem se proteger de um possível processo por imperícia médica, uma explicação frequente dado a negar atendimento.
   Para as mulheres de baixo risco, os riscos de se ter um VBAC são as mesmas que para qualquer outra mulher que dá à luz pela primeira vez!!!
   O risco é a possibilidade de uma ruptura uterina, a separação da cicatriz uterina da cesariana anterior. É uma emergência médica grave que ocorre em menos de 1% dos partos vaginais após cesárea e requer uma cesariana de imediato. Hospitais que negam às mulheres a opção de parir após uma cesariana dizem que não podem fornecer uma "imediata" cesariana de emergência, como recomendado no Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG) diretrizes para VBAC. Mas, os Institutos Nacionais de Saúde concluíram que não há nenhuma evidência para apoiar as recomendações de segurança seletivas do ACOG para VBAC. A recomendação "imediatamente disponível" foi baseado no consenso e na opinião de especialistas, em vez de um forte apoio de evidência de alta qualidade. Dezenas de organizações de cuidados de maternidade e os indivíduos também se opôs às diretrizes restritivas.
    As mulheres que dão à luz pela primeira vez também estão em risco de complicações imprevisíveis que requerem uma cesariana de emergência. O NIH encorajou os líderes em cuidados de maternidade e as companhias de seguros a trabalhar juntos para mudar o status e dar para mais mulheres acesso a cuidados médicos para aquelas que querem  um VBAC. ACOG e a Sociedade de Medicina Materno-Fetal admitiu recentemente  que muitas cesarianas estão sendo realizados expondo mães e bebês a danos evitáveis ​​sem melhores resultados. 
Os médicos têm a obrigação de fornecer as mulheres com uma cesariana prévia informações sobre os benefícios e riscos tanto para repetição cesariana e para um VBAC. As mulheres têm o direito a um consentimento informado ou recusa informada de qualquer opções com base nas informações precisas fornecidas.

Mulheres grávidas têm o direito fundamental de escolher como, onde e com quem elas querem dar à luz!!!


Olha aí mamães, futuras mamães e demais leitores o que acharam do assunto? Para as mães que já tiveram um VBAC, compartilhem seus depoimentos conosco!!!

Referências:

http://estudamelania.blogspot.com.br/2012/08/estudando-vbac-1-experiencias-de-vba3c.html
http://maternar.blogfolha.uol.com.br/2014/06/19/nasce-de-parto-normal-segundo-filho-de-wanessa-camargo/
http://www.vbac.com/










terça-feira, 17 de junho de 2014

Boas práticas de atenção ao parto e nascimento segundo a OMS!

Você sabe quais as práticas que trazem benefícios e prejuízos para o trabalho de parto e parto? Vamos conhecer o que diz a Organização Mundial de Saúde!!!



   Em 1996, a Organização Mundial da Saúde (OMS) desenvolveu uma classificação das  práticas comuns na condução do parto normal, orientando para o que deve e o que não deve ser  feito no processo do parto. Esta classificação foi baseada em evidências científicas concluídas  através de pesquisas feitas no mundo todo.

CATEGORIA A - PRÁTICAS DEMONSTRADAMENTE ÚTEIS E QUE DEVEM SER ESTIMULADAS:

• Plano individual determinando onde e por quem o nascimento será realizado, feito em  conjunto com a mulher durante a gestação e comunicado a seu marido/companheiro
• Avaliação do risco gestacional durante o pré-natal, reavaliado a cada contato com o sistema  de saúde
• Respeito à escolha da mãe sobre o local do parto
• Fornecimento de assistência obstétrica no nível mais periférico onde o parto for viável e  seguro e onde a mulher se sentir segura e confiante
• Respeito ao direito da mulher à privacidade no local do parto
• Apoio empático pelos prestadores de serviço durante o trabalho de parto e parto
• Respeito à escolha da mulher sobre seus acompanhantes durante o trabalho de parto e  parto
• Fornecimento às mulheres sobre todas as informações e explicações que desejarem
• Oferta de líquidos por via oral durante o trabalho de parto e parto
• Monitoramento fetal por meio de ausculta intermitente
• Monitoramento cuidadoso do progresso do parto, por exemplo, por meio do uso do  partograma da OMS;
• Monitoramento do bem-estar físico e emocional da mulher durante trabalho e parto e ao término do processo de nascimento;
• Métodos não invasivos e não farmacológicos de alívio da dor, como massagem e técnicas de relaxamento, durante o trabalho de parto
• Liberdade de posição e movimento durante o trabalho de parto
• Estímulo a posições não supinas durante o trabalho de parto
• Administração profilática de ocitocina no terceiro estágio do parto em mulheres com risco de hemorragia no pós-parto, ou que correm perigo em consequência da perda de até uma pequena quantidade de sangue;
• Condições estéreis ao cortar o cordão
• Prevenção da hipotermia do bebê
• Contato cutâneo direto precoce entre mãe e filho e apoio ao início da amamentação na primeira hora após o parto, segundo as diretrizes da OMS sobre Aleitamento Materno
• Exame rotineiro da placenta e membranas ovulares

CATEGORIA B - PRÁTICAS CLARAMENTE PREJUDICIAIS OU INEFICAZES E QUE DEVEM SER ELIMINADAS:

• Uso rotineiro de enema
• Uso rotineiro de tricotomia
• Infusão intravenosa de rotina no trabalho de parto
• Cateterização venosa profilática de rotina
• Uso rotineiro de posição supina (decúbito dorsal) durante o trabalho de parto
• Exame retal
• Uso de pelvimetria por Raios-X
• Administração de ocitócitos em qualquer momento antes do parto de um modo que não permite controlar seus efeitos
• Uso de rotina da posição de litotomia com ou sem estribos durante o trabalho de parto
• Esforço de puxo prolongado e dirigido (manobra de Valsalva) durante o segundo estágio do trabalho de parto
• Massagem e distensão do períneo durante o segundo estágio do trabalho de parto
• Uso de comprimidos orais de ergometrina no terceiro estágio do trabalho de parto, com o objetivo de evitar ou controlar hemorragias
• Uso rotineiro de ergometrina parenteral no terceiro estágio do trabalho de parto
• Lavagem uterina rotineira após o parto
• Revisão uterina (exploração manual) rotineira após o parto

CATEGORIA C -PRÁTICAS SEM EVIDÊNCIAS SUFICIENTES PARA APOIAR UMA RECOMENDAÇÃO CLARA E QUE DEVEM SER UTILIZADAS COM CAUTELA ATÉ QUE MAIS PESQUISAS ESCLAREÇAM A QUESTÃO:

• Métodos não farmacológicos de alívio de dor durante o trabalho parto, como ervas, imersão em águas e estimulação dos nervos
• Amniotomia precoce de rotina no primeiro estágio do trabalho de parto
• Pressão do fundo durante o trabalho de parto
• Manobras relacionadas à proteção do períneo e ao manejo do pólo cefálico no momento do parto
• Manipulação ativa do feto no momento do parto
• Uso rotineiro de ocitocina de rotina, tração controlada do cordão, ou sua combinação durante o 3º estágio do trabalho de parto
• Clampeamento precoce do cordão umbilical
• Estimulação do mamilo para estimular a contratilidade uterina durante o terceiro estágio do trabalho de parto.

CATEGORIA D - PRÁTICAS FREQUENTEMENTE USADAS DE MODO INADEQUADO:

• Restrição hídrica e alimentar durante o trabalho de parto
• Controle da dor por agentes sistêmicos
• Controle da dor por analgesia peridural
• Monitoramento eletrônico fetal
• Uso de máscaras e aventais estéreis durante a assistência ao trabalho de parto
• Exames vaginais repetidos ou frequentes, especialmente por mais de um prestador de serviço
• Correção da dinâmica com utilização de ocitocina
• Transferência rotineira da parturiente para outra sala no início do segundo estágio do trabalho de parto
• Cateterização da bexiga
• Estímulo para o puxo quando se diagnostica dilatação cervical completa ou quase completa, antes que a mulher sinta o puxo involuntário
• Adesão rígida a uma duração estipulada do 2º estágio do trabalho de parto, como por  exemplo, uma hora, se as condições da mãe e do feto forem boas e se houver progressão do trabalho de parto
• Parto operatório
• Uso liberal e rotineiro de episiotomia
• Exploração manual do útero após o parto

Gestação semana a semana! 6ª semana

    A cada semana os sinais da gestação vão ficando mais óbvios. O aumento das náuseas e até as roupas um pouco mais apertadas na cin...