sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Amamentação: Posição e pega correta do bebê!

Olá!!! Vamos dar continuidade aos assuntos relacionados à amamentação??
Nesse post falarei sobre a melhor posição para a mãe amamentar e a pega correta do bebê.

   A amamentação requer disposição, tempo e dedicação da mãe, pois o bebê deve mamar o tempo que ele achar necessário, não dá pra ser cronometrado. E para que esse momento não seja tão cansativo e nem cause dor, é de suma importância a mulher saber qual posição deve estar.


A posição



Uma boa posição é aquela em que a mãe e o bebê estão confortáveis!!!

As posições para amamentar podem ser:
  • A mãe está sentada e o bebê é deitado na horizontal e a mãe agarra-o com os braços;
  • A mãe está sentada e o bebê é colocado por baixo do braço da mãe;
  • A mãe está sentada e o bebê é colocado sentado, com as perninhas abertas como se estivesse num cavalo em uma das pernas da mãe;
  • A mãe está deitada de lado na cama e o bebê é deitado de lado e de frente para a mãe;
  • A mãe está de pé e segura o bebê pelas pernas dele.

A má posição  pode ser causa de:


 Dores nas costas;

 Mamilos gretados e dolorosos;

 Mamas ingurgitadas (muito cheias e dolorosas);

 Má produção de leite e por isso o bebé não aumenta bem de peso;

O bebé fica insatisfeito e por isso quer mamar a toda hora;

O bebé fica frustrado e por isso recusa a mama.

A pega correta

• O Bebê abre bem a boca
• Abocanha quase toda a aréola.
• Mantém boca bem aberta e acoplada ao seio
• Lábios evertidos (boca de peixe)
• Queixo do bebê encosta no seio
• Fica mais aréola visível acima da boca do bebê do que abaixo
• O Bebê suga, respira e engole de forma natural e coordenada
• Sucções lentas e profundas
• Mão em formato de “C”, apoiando a mama.
• Língua do bebê em contato com gengiva inferior
• Bochechas do bebê ficam arredondadas
• Bebê fixo no seio, sem escorregar

Seus dedos não devem pinçar o seio nem tocar a aréola. O apoio com a mão não é necessário, exceto em caso de seios muito grandes e pesados. Cuidado para não bloquear a descida do leite (não use dedo em tesoura). Cuidado para não colocar o dedo na aréola (onde o bebê deveria colocar a boca).



Quando a pega não está adequada:

• O bebê abocanha só o mamilo (o bico)
• O bebê não encosta o queixo
• A mãe sente dor na amamentação
• Bebê com bochechas encovadas
• Lábio inferior não fica evertido


6 dicas para uma pega e um posicionamento corretos:
  1. Apoie a palma da mão atrás do ombro do bebê e o dedo indicador e o polegar atrás das orelhinhas dele;
  2. Deixe a boca do bebê tocar levemente o seu mamilo afim de provocar o reflexo necessário;
  3. Acomode o bebê ao perceber que sua boca começou a se abrir;
  4. Preste atenção no lábio inferior do bebê (não na parte de cima!). o importante é que essa região esteja o mais distante possível da base do mamilo, assim o queixo dele pressionará um pouco a mama e, naturalmente, o mamilo abaixará um pouco e será coberto pelo lábio superior;
  5. Tente embrulhar os bracinhos do bebê para baixo, assim não ficarão no meio do caminho e a mãe conseguirá deixá-lo mais próximo do seio.
  6. Se a mãe estiver apoiando o seu seio com a mão, mantenha-a o mais longe do mamilo que conseguir e uma vez que o seio esteja bem ajustado, movimente apenas o bebê.
Assistam a ilustração a seguir e boa amamentação!!!




REFERÊNCIAS:

https://www.youtube.com/watch?v=DQj-Mn0c370
http://www.personalbebe.com.br/2013/08/campanha-amamentacao-6-dicas-para-uma.html
http://www.tuasaude.com/posicao-correta-para-a-amamentacao/

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Declaração da OMS sobre violência obstétrica!!! #Importante!!!

Boa noite queridos leitores!
No dia 23 de setembro de 2014, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tornou pública, em português, uma declaração oficial para a PREVENÇÃO E ELIMINAÇÃO DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA NAS INSTITUIÇÕES DE SAÚDE de todo o mundo
Que ótimooo!!!
E venho aqui divulgar para que o máximo de pessoas tenha conhecimento deste importante passo para que consigamos dar um basta na violência obstétrica no nosso País!
Nos últimos anos, vimos a violência obstétrica sair de uma situação de extrema invisibilidade para chegarmos até o dia de hoje, que consideramos como o mais importante marco para o reconhecimento da gravidade do problema e a necessidade de seu enfrentamento.
Podemos sim IMPACTAR e TRANSFORMAR essa realidade!!!

Segue o link da declaração:


Participe da Ação Violência Obstétrica 2014! #VOBR2014 #Leia #Divulgue #Compartilhe. 


 

sábado, 6 de setembro de 2014

Amamentação! Um ganho para a vida toda!!!

                                  


Boa tarde queridos leitores!!!
   Vamos falar hoje um pouco sobre Amamentação, um tema bastante conhecido, muito divulgado pela mídia, mas que é um ato, uma missão por vezes difícil....
  A amamentação é um processo fisiológico, natural, mas que PRECISA SER APRENDIDO!!! Isso mesmo, APRENDIDO! Muitas mulheres sofrem nesse período por falta de orientação e explicações que a ajude a amamentar sem traumas e dificuldades. A maioria das mulheres que já acompanhei no pós-parto têm dúvidas sobre posição, pega correta, composição e importância do leite materno e desde o pré-natal é essencial que a mulher seja preparada para que amamentar seja um ato prazeroso e importante!

  Vamos começar respondendo a seguinte questão: POR QUE AMAMENTAR??? Realmente tem benefícios? Vale a pena tanto sacrifício?

   O leite humano é muito diferente do leite adaptado, industrializado. Ele NUNCA conseguirá ser igual ao leite materno!!!
   O leite materno contém todas as proteínas, açúcar, gordura, vitaminas e água que o seu bebê necessita para ser saudável. Além disso, contém determinados elementos que o leite em pó não consegue incorporar, 
tais como anticorpos e glóbulos brancos. É por isso que o leite materno protege o bebê de certas doenças e infecções.


O aleitamento materno protege as crianças de:

Otites

Alergias

Vómitos

Diarreia

Pneumonias

Bronquiolites

Meningites

Outras vantagens do leite materno para o bebê:

Melhora o desenvolvimento mental do bebê;

É mais facilmente digerido;

Amamentar promove o estabelecimento de uma ligação emocional, muito forte e precoce, entre a mãe e a criança, designada tecnicamente por vínculo afetivo; Atualmente, sabe-se que um vínculo afetivo sólido facilita o desenvolvimento da criança e o seu relacionamento com as outras pessoas;

O ato de mamar ao peito melhora a formação da boca e o alinhamento dos dentes.

Amamentar tem vantagens também para a mãe: Obaaa!!!

A mãe que amamenta sente-se mais segura e menos ansiosa;

Amamentar faz queimar calorias e por isso ajuda a mulher a voltar, mais depressa, ao peso que tinha antes de engravidar;

Ajuda o útero a regressar ao seu tamanho normal mais rapidamente;

A perda de sangue depois do parto acaba mais cedo;

A amamentação protege do cancro da mama que surge antes da menopausa;

A amamentação protege do cancro do ovário;

A amamentação protege da osteoporose;

A amamentação exclusiva protege da anemia (deficiência de ferro).
As mulheres que amamentam demoram mais tempo para ter menstruações, por isso as suas reservas de ferro não diminuem com a hemorragia mensal;



Amamentar também é vantajoso para a família:

A amamentação é mais econômica para a família;
Basta multiplicar o preço de uma lata de leite em pó, pelo número de latas necessárias ao longo da vida da criança, e somar ainda o dinheiro gasto em biberões e tetinas.

O leite adaptado (leite em pó) é muito diferente do leite materno e a sua utilização tem riscos para o bebê:

Os leites artificiais usados habitualmente, são feitos a partir de leite de vaca. Por essa razão, o uso de leite artificial aumenta o risco de alergia ao leite de vaca;

As crianças que são alimentadas com leite artificial têm maior risco de vir a sofrer de otites, amigdalites, bronquiolites, pneumonias, diarreias, infecções urinárias e sepses;

As crianças alimentadas com leite em pó, além de terem maior risco de sofrer as infecções referidas, as infecções de que sofrem surgem com maior gravidade, porque o seu sistema imunitário não recebe a ajuda dos anticorpos, glóbulos brancos e outros factores imunológicos presentes no leite materno;

As crianças alimentadas com leite artificial têm maior risco de desenvolver linfomas;

As crianças que são alimentadas com leite em pó têm maior risco de vir a sofrer de Diabetes tipo I (insulino-dependente);

As crianças que são alimentadas com leite artificial têm maior risco de sofrer obesidade na vida adulta;

As crianças alimentadas com leite em pó têm maior risco de desenvolver eczema, asma e outras manifestações de doença alérgica;

A UNICEF calcula que um milhão e meio de crianças morrem por ano por falta de aleitamento materno. E não pense que é só nos países do terceiro mundo. Mesmo nos países industrializados muitas mortes se poderiam evitar com o aleitamento materno;

Genteeee, quantos benefícios tem a amamentação!!!! Você ainda tem dúvida se vai amamentar ou não?? Eu não tenho! rsrsrs...

 
Depois de ler e se encantar com a amamentação, você que está lendo esse post e que pensava em não amamentar, decidiu que quer amamentar, que entendeu a importância desse ato sublime! Belezaaa!!! Só que começam a aparecer milhões de dúvidas e insegurança... Mas não se preocupe que listarei a seguir as dúvidas mais frequentes que você poderá ter. Vamos lá!!!

  • Durante a gravidez, como posso me preparar para amamentar?

A melhor forma de se preparar para amamentar é ler e aprender, o mais que puder, sobre amamentação. 

É provável que vá encontrar informação muito contraditória sobre aleitamento materno e que se vá sentir confusa por causa disso. É muito importante que obtenha informação completa e atualizada sobre este tema visto que existem muitos mitos e práticas erradas (até mesmo por alguns profissionais de saúde) em matéria de aleitamento materno.
A OMS (Organização Mundial de Saúde) e a UNICEF, são organizações de referência para a defesa de uma boa saúde e dos direitos das crianças, e fornecem recomendações muito importantes sobre o que é necessário para amamentar com sucesso.

  • Durante a gravidez, a preparação dos mamilos para amamentar é importante ?

É recomendado que os mamilos sejam lavados apenas com água!!!
As manobras para modelar os mamilos, a aplicação de diversos tipos de cremes, a expressão de colostro durante a gravidez e a fricção dos mamilos não são eficazes como forma de preparação para amamentação e não evitam o aparecimento de problemas tais como a formação de gretas ou mamilos dolorosos. 

A aplicação de álcool ou a lavagem dos mamilos com sabonete (ou gel duche, ou outro agente detergente) aumenta a incidência de problemas tais como mamilos dolorosos. 


  • Posso não ter leite suficiente para o meu bebê ?

A imensa maioria das mulheres pode produzir leite suficiente para os seus filhos.

A causa principal que leva as mulheres a pensar que não têm leite suficiente é falta de informação, falta de apoio e de conhecimentos técnicos.
Quando o bebé mama ao peito, estimula as terminações nervosas que farão com que a sua mãe produza muito leite. 

Quanto mais o bebê mama, mais leite a mãe produz!!!

  • E se o meu leite for fraco?

Não existe leite fraco!
Se alguém lhe falar de "leite fraco" é porque está mal informado sobre aleitamento materno. o leite materno oferece ao recém nascido um alimento completo. Suas características bioquímicas variam de mãe para mãe, durante o dia, durante as diferentes fases da amamentação e até mesmo durante a mesma mamada.
1.Colostro: secretado no pós parto imediato até cerca de uma semana, caracteriza-se por um fluído amarelado e espesso, rico em proteínas e com menor teor de lactose e gorduras que o leite maduro, tem cerca de 67 kcal para cada 100 ml e um volume de 2 a 20ml por mamada. Rico em vitaminas A e E, carotenóides e imunoglobulinas confere proteção contra vírus e bactérias para o bebê e permite que ele libre o mecônio, suas primeiras fezes. Possui ainda fator bífido, responsável pelo crescimento da microbita intestinal e pela presença de Lactobacillus bifidus.
2.Leite de Transição: do 7º ao 14º dia de puerpério, apresenta aumento de volume e estabilização de sua composição.
3.Leite maduro: sua composição varia durante as fases da lacatação e contem, além das vitaminas A,D e B6, cálcio, ferro e zinco.
   Mães de recém nascidos pré termo (<37 sem) contém mais proteínas e lipídios e menos lactose, além de teores mais elevados de lactoferrina e IgA.
   Em relação aos nutrientes do leite materno, as proteínas classificam-se em caseína e proteínas do soro, sintetizados pela glândula mamária e albumina, enzimas e hormônios provenientes do plasma. Não há evidências de que a composição corporal ou os hábitos alimentares maternos influenciem na concentração de proteínas do leite humano, mesmo em mulheres desnutridas.
   A principal fonte de energia do leite materno são as gorduras, principalmente Triglicerídeos (98%). Nesse caso, o tipo de lipídeo consumido pela mãe e seu estoque de gordura corporal,  influenciam diretamente a composição de ácidos graxos do leite materno, exceto a de colesterol.
   O principal carboidrato é a lactose (aprox. 70g por litro). Ela é fundamental na absorção de minerais como cálcio e  ferro e sua concentração parece não sofrer influência da dieta materna.
   Os minerais presentes no leite (Ca, Fe, Zn, Cu, etc) são altamente biodisponíves se comparados ao leite de vaca ou a fórmulas infantis. Sua concentração não é afetada pela alimentação da mãe. Já as vitaminas (A,D,E,K,C e complexo B) têm sua concentração influencida diretamente pela dieta materna, daí a importância de uma alimentação variada e balanceada.
Enfim, não há dúvidas de que o leite materno é o alimento ideal para o recém nascido, exclusivo até o 6º mês e complementado até 2 anos.
Tá vendo aí como o leite materno é completo para o seu bebê?? #Fantástico!!!

  • De quanto em quanto tempo devo dar o peito ao meu bebê?

Depende do bebê: há bebês que têm necessidade de mamar frequentemente e durante muito tempo e outros que mamam mais espaçadamente e fazem mamadas mais curtas. Cada bebê tem a sua maneira pessoal de alimentar-se e sentir-se confortado.

Deixe o seu bebê mamar em regime livre, isto é, sempre que ele pedir. Livre demanda!!!
Um bebê pode desejar mamar passados 15 minutos de ter terminado uma mamada, ou pode passar 4 horas sem pedir o peito.
Contudo, deve certificar-se que o bebê está a mamar leite suficiente ou seja, ele deve mamar pelo menos 8 a 12 vezes, em cada 24 horas.
Quando o seu bebê tem fome ele pode fazer algum destes gestos:


- encostar o nariz ao seu peito

- fazer movimentos da boca em busca do mamilo
- fazer movimentos de sucção
- pôr as mãos na boca

- chorar
Nas primeiras 3 semanas de vida, o intervalo entre cada mamada não deve ser superior a 3 a 4 horas (o tempo é contado desde o início de uma mamada até ao início da seguinte). 

Se for necessário, você terá que despertar o seu bebê para que ele mame (durante essas primeiras semanas). 

  • Em cada mamada, deve mamar nos dois peitos ou apenas em um?

   A composição do leite é diferente no início e no final da mamada. O leite do início da mamada é mais aguado e contém a maior parte das proteínas e açúcares. Este leite inicial serve para saciar a sede do bebê.

   Á medida que mama, o leite vai-se tornando progressivamente mais rico em gordura. O leite do final da mamada é rico em gordura e por isso tem mais calorias ("engorda" mais do que o leite inicial).
   O bebê necessita tanto do leite inicial como do leite final. Por esta razão, é importante deixar que o bebê mame completamente do primeiro peito antes de oferecer-lhe o segundo.
   Espere até que o bebê se solte espontaneamente da mama. Só depois deve oferecer o outro peito. Algumas vezes pode aceitá-lo, outras vezes já estará saciado e não quererá mais.

   Na mamada seguinte, deve começar por oferecer ao bebê a mama que ficou mais cheia (aquela que antes tinha oferecido em segundo lugar e na qual o bebê mamou menos tempo).

  • Até quando devo amamentar o meu bebê?

Você deve amamentar até quando você e seu bebê desejarem!!!
Não há duas mães iguais nem dois bebês iguais.
Os benefícios da amamentação, quer para a mãe quer para o bebê, continuam enquanto esta durar.

  Estudos mostram que o leite materno é capaz de reduzir em 13% as mortes por causas evitáveis em crianças menores de cinco anos. Mais do que é evitado pela vacinação ou pelo saneamento básico, segundo a OMS. Em 2008, 41% das mães brasileiras amamentavam exclusivamente nos primeiros seis meses de vida do bebê. Atualmente, o Ministério da Saúde trabalha na elaboração de novo estudo e, observando a tendência de crescimento, estima um aumento, nos últimos seis anos, de 10,2% no número de crianças sendo amamentadas exclusivamente até seis meses.


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E aí? Deu pra esclarecer suas dúvidas?? Espero que sim!
No próximo post falarei sobre a posição e pega correta do bebê. Até lá!!!

Referências:
http://www.leitematerno.org/index.html
http://www.aleitamento.com/amamentacao/conteudo.asp?cod=1958
http://www.anutricionista.com/composicao-do-leite-materno.html

domingo, 3 de agosto de 2014

Violência Obstétrica: Marcas que ficam para sempre!


Olá pessoal!
   Hoje vim falar sobre violência obstétrica. Um assunto ainda desconhecido por grande parte da população, motivo pelo qual o faz ser tão comum dentro das maternidades e fora delas!!
   A violência Obstétrica é todo ato de apropriação do corpo da mulher por profissionais da saúde, em qualquer fase da gestação, do parto ou do pós-parto, onde a mulher perda sua autonomia de decisão e escolha. Mulheres são diariamente vítimas da chamada violência obstétrica em consultórios e hospitais das redes pública e privada de saúde. Muitas parturientes não sabem dos seus direitos no pré-natal, na hora do parto e no pós-parto e constantemente sofrem com agressões físicas ou emocionais por parte dos profissionais de saúde. De acordo com pesquisas, UMA EM CADA QUATRO MULHERES SOFREM ALGUM TIPO DE VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA DURANTE O PARTO!!! O mais grave é que muitas mulheres não sabem sequer que estão sofrendo violência, acham que determinados procedimentos são "normais" e éticos, fazendo delas fantoches nas mãos de profissionais que corrompem a humanização!! 
Mas, afinal, como identificar que estou sofrendo ou que minha esposa, parente, amiga, está sofrendo violência obstétrica???
vamos lá..

A violência obstétrica na gestação
   A violência obstétrica durante a gestação pode ser caracterizada por:
  • Negar atendimento à mulher ou impor dificuldades ao atendimento em postos de saúde onde são realizados o acompanhamento pré-natal;
  • Comentários constrangedores à mulher por sua cor, raça, etnia, escolaridade, idade, religião ou crença, condição socioeconômica, estado civil ou situação conjugal, orientação sexual, número de filhos,...;
  • Ofender, humilhar ou xingar a mulher ou sua família;
  • Negligenciar o atendimento de qualidade;
  • Agendar cesárea sem  recomendação baseada em evidência cientifica, atendendo aos interesses e conveniência dos médicos.
A violência obstétrica no parto
   No Brasil, toda mulher tem direito de um acompanhante de sua escolha no trabalho de parto, parto e pós-parto, além de ser tratada com dignidade e ter garantida sua integridade física e psicológica. São formas comuns de violência obstétrica no parto:

  • Recusa de admissão em hospital ou maternidade;
  • Procedimentos que incidam sobre o corpo da mulher que interfiram, causem dor ou dano físico. Ex: Soro com ocitocina, exames de toques sucessivos e por diferentes profissionais, privação de alimentos, episiotomia ( corte na vagina), imobilização,...;
  • Toda ação verbal ou comportamental que causem na mulher sentimento de inferioridade, abandono, medo, vulnerabilidade, insegurança,...;
  • Cesariana sem indicação clinica e sem o consentimento da mulher;
A violência obstétrica no pós-parto

  • Impedir ou retardar o contato da mulher com o bebê logo após o parto e o alojamento conjunto;
  • impedir ou dificultar o aleitamento materno, principalmente na primeira hora de vida do bebê.

E agora, sofri violência obstétrica, o que fazer??? DENUNCIE!!!

  • Exija cópia do seu prontuário junto a instituição de saúde onde foi atendida;
  • Procure a defensoria pública, independentemente se você usou o serviço público ou privado;
  • ligue para o 180 ( Violência contra a mulher) ou para o 136 (Disque Saúde).

Não se cale! Violência Obstétrica é crime e deixam marcas que ficam para sempre!!!

Deixo pra vcs o documentário a seguir que mostra depoimentos impactantes de mulheres que sofreram violência obstétrica!!! #Reflitam!



Referências:




sexta-feira, 18 de julho de 2014

Olá!! Venho aqui divulgar o Curta Saúde que falará sobre a Violência Obstétrica.
Participee!!!


terça-feira, 24 de junho de 2014

Será que estou grávida? Sinais e sintomas da gravidez!

Olá gente! Vamos falar um pouquinho sobre o que a mulher sente e apresenta quando está grávida...   

Assim que ocorre a fecundação ocorre uma série de reações hormonais no organismo, causando inúmeras alterações no organismo da mulher. As vezes, antes mesmo que ela perceba o atraso menstrual, outros sinais e sintomas já apontam.   Existem diversos desses sinais e sintomas que irei listar e explicar aqui, que servem de alerta para que a mulher procure logo um método diagnóstico e comece o mais cedo possível o pré-natal, caso a gravidez seja comprovada. Esses sinais e sintomas não servem de regra para todas as mulheres, eles vão variar entre as mulheres e entre as gestações de uma mesma mulher...   Lembrando que muitos dos sintomas precoces da gestação podem se assemelhar aos desconfortos pré-menstruais que estamos acostumadas a sentir. Para a mulher que não está tentando engravidar, não fica muito atenta para os sinais do seu corpo e o inicio da gestação pode passar despercebida.Vamos ao que interessa! Irei listar e em seguida explicar o por que desses sinais e sintomas!( só para tirar a dúvida pra quem tiver: Sintoma: Aquilo que a pessoa sente e descreve para que outra pessoa saiba o que ela está sentindo. Ex: dor. Sinal: Aquilo que outra pessoa pode ver sem ser preciso descrevê-la. Ex: febre)

  1. Pequeno sangramento vaginal: Uma vez fecundado o óvulo por um espermatozoide, o agora embrião percorre as trompas e se implanta na parede do útero em 6 a 12 dias. Esta implantação pode causar um pequeno sangramento uterino, que muitas vezes é confundido com uma menstruação que está para chegar.
    Como esse sangramento costuma ocorrer próximo ao período em que a menstruação é esperada, algumas mulheres o tratam como uma menstruação que veio fraca e nem desconfiam que este é o primeiro sinal da sua gravidez. A implantação do ovo no útero é apenas uma das várias causas de sangramento vaginal na gravidez. Mais de 20% das grávidas apresentam algum sangramento vaginal no primeiro trimestre de gestação.
  2. Cólicas ou dor abdominal: Além de um sangramento leve, a gravidez inicial pode causar algum desconforto na parte inferior do abdômen, às vezes, uma sensação de inchaço na barriga, mimetizando os sintomas que surgem dias antes da menstruação.Conforme a gravidez avança, leves contrações uterinas podem se tornar comuns, que é uma espécie de treino do útero para quando chegar a hora de contrair de verdade durante o trabalho de parto. Estes incômodos e cólicas do início da gravidez, quando associados a um sangramento vaginal, pode muito bem enganar as grávidas, fazendo-as pensar que menstruaram. Durante a gravidez, o útero sofre alterações constantes, inclusive de tamanho, o que estimula o aparecimento de algumas contrações uterinas, sentidas pela mulher como cólicas. É comum também uma sensação de peso na parte inferior do ventre.
  3. Atraso da menstruação: O atraso da menstruação é o sinal clássico de gravidez. É geralmente o sinal que faz com que a mulher procure fazer um teste para saber se está grávida. Todavia, nem todas as mulheres sentem facilidade em reconhecer este sintoma de gravidez. Algumas mulheres têm ciclos menstruais muito irregulares, apresentando, inclusive, períodos de anovulação (não ovulam durante um determinado mês), fazendo com que haja quase dois meses entre uma menstruação e outra. Além disso, como explicado acima, o sangramento vaginal no início da gravidez não é um evento raro, fazendo com que a interrupção da menstruação não seja imediatamente identificada. É importante ressaltar que a menstruação pode atrasar por vários outros motivos que não uma gravidez, entre eles, estresse, infecções, troca de anticoncepcional, alterações o peso, cansaço… A própria expectativa pela menstruação, quando a mulher não quer de jeito nenhum engravidar, mas se descuidou tendo relações sexuais desprotegidas, pode causar um atraso menstrual.
  4. Aumento dos seios: Outro sinal típico de gravidez, o aumento das mamas pode surgir com apenas uma ou duas semanas de gestação. Além de maiores, as grávidas podem sentir os seios mais sensíveis e com sensação de inchaço. Às vezes, o simples ato de tocar nos seios ou vestir o sutiã torna-se incômodo. O aumento dos seios ocorre por alterações hormonais que promovem a estimulação das glândulas mamárias, preparando-as para o período de amamentação que virá nos próximos meses. Em algumas mulheres, estas alterações ocorrem precocemente, enquanto outras só notam alterações nas mamas após passadas várias semanas de gravidez.
  5. Alterações na aparência das mamas: Além do aumento de volume, os hormônios produzidos na gravidez fazem as mamas das grávidas mudar de aparência. É comum haver escurecimento dos mamilos e aparecimento de veias ao redor dos seios. Estas alterações duram até o fim da amamentação.
  6. Náuseas e vômitos: As náuseas e vômitos da gravidez costumam surgir entre a 6ª e a 12ª semana de gestação. Entretanto, há mulheres que apresentam estes sintomas já na 2ª ou 3ª semana de gravidez. Náuseas e vômitos são sintomas típicos do primeiro trimestre de gravidez e tendem a desparecer no segundo trimestre. Em alguns casos, os enjoos da gravidez são tão intensos que a mulher não consegue nem se alimentar. Casos graves, com necessidade de apoio médico, são chamados de hiperemese gravídica.
  7. Prisão de ventre: O aumento da produção do hormônio progesterona na gravidez faz com que alguns órgãos e tecidos do corpo fiquem mais “frouxos” ou “relaxados”. Isso ocorre de forma a facilitar a grande expansão de volume do útero que está por vir. Um dos órgãos que sofre esta ação são os intestinos, que ficam com menor capacidade de contrair, tendo mais dificuldade de manter o transito intestinal normal. Portanto, um sintoma de gravidez pouco comentado é a constipação intestinal (prisão de ventre).
  8. Barriga inchada: Você jurava que até a semana passada cabia naquela calça jeans super justa, e agora, de repente, a calça já não fecha mais na barriga. Mesmo quando o feto ainda é muito pequeno para causar expansão do útero, algumas mulheres podem notar um certo inchaço na região abdominal, que ocorre já como preparação do corpo para suportar o crescimento uterino. Esse inchaço é outro sintoma que pode ser confundido com os sintomas pré-menstruais.
  9. Cansaço e sono excessivo: Uma sensação de cansaço desproporcional às suas atividades diárias é um sintoma de gravidez muito comum. Esta fadiga pode surgir com apenas uma semana de gestação. Se você já tem uma rotina cansativa durante o dia, ela pode se tornar exaustiva. Aumento do sono também é muito comum. O seu corpo dá sinais de que precisa descansar com mais frequência. Você pode começar a querer ir para a cama mais cedo e ter mais dificuldade do que o habitual para acordar pela manhã. Durante o dia, uma boa soneca parece ser tudo o que você mais deseja. O cansaço também é um sintoma do início da gravidez que habitualmente desaparece no segundo trimestre.
  10. Aumento da frequência urinária: Nas primeiras semanas o aumento da urina ocorre por redução da capacidade da bexiga se esvaziar completamente, devido ao relaxamento provocado pelos hormônios da gravidez. No final da gravidez, o feto muito grande comprime a bexiga, reduzindo sua capacidade de armazenamento e fazendo com que pequenos volumes já desencadeiem vontade de urinar. O aumento da frequência urinária é um sintoma de gravidez que surge precocemente, ocorre em praticamente 100% das grávidas e que, infelizmente, dura até o final da gestação.
  11. Desejos alimentares: O desejo por certas comidas nas primeiras semanas de gestação é um dos sintomas mais clichés da gravidez. O desejo por alguns alimentos pode até fazer mulheres vegetarianas sentirem vontade de comer hambúrguer. Do mesmo modo que surgem desejos, as grávidas também podem apresentar aversões a certas comidas e/ou cheiros. Aquele restaurante japonês que você adora, durante uma gravidez pode lhe causar náuseas só de passar pela porta.
  12. Alterações no paladar e olfato: Além de ter desejos e aversões alimentares, a mudança de paladar é um outro sintoma muito comum de gravidez. Doces podem ser tornar demasiadamente doces, o café que você adora passa a ter um sabor esquisito e durante o dia você pode sentir um gosto de metal na boca sem nenhum motivo aparente.
  13. Aversão a odores fortes: Assim como alguns alimentos causam enjoos nas primeiras semanas de gravidez, odores intensos, mesmo que agradáveis, como os de perfumes ou comidas, podem fazer você se sentir enjoada. Odores ruins ou muito fortes, como fumaça de cigarro, gasolina, álcool, produtos de limpeza, etc., causam o mesmo efeito.
  14. Eliminação frequente de gases: Algumas mulheres experimentam um aumento dos gases intestinais nas primeiras semanas de gravidez. Este pode ser um sintoma embaraçoso nos casos em que a gestante precisa ficar horas presa dentro de um escritório ou sala com outras pessoas. Há aumento na necessidade de arrotar e de soltar flatos (pum).
  15. Tonturas: Tonturas é um dos daqueles clássicos sintomas de gravidez que aparecem em todos os filmes quando a personagem fica grávida. Os hormônios da gravidez provocam diversas alterações no organismo da mulher, que realmente podem provocar tonturas, entre elas estão a queda da pressão arterial, redução do níveis de açúcar no sangue, anemia, aumento da frequência respiratória (que pode levar a uma hiperventilação durante um esforço físico), alimentação insuficiente devido aos enjoos, etc.
  16. Variações de humor: Outro sintoma de gravidez que todo mundo já viu em filmes. A grávida pode chorar até quando vê comercial de televisão. Coisas pequenas podem ganhar uma relevância desproporcional. Variações súbitas de humor também são comuns, a grávida pode ir da alegria à tristeza ou da simpatia a explosões de mau humor com pessoas próximas de uma hora para outra.
  17. Dor de cabeça: Alterações hormonais, relaxamento dos vasos sanguíneos e alterações do fluxo sanguíneo cerebral explicam por que algumas grávidas passam a ter dor de cabeça durante a gestação. O estresse e o cansaço também contribuem. A dor de cabeça é um sintoma que costuma surgir já nas primeiras semanas de gravidez.
  18. Dor nas costas: O excesso de peso que a grávida tem que carregar na barriga por meses é a principal causa das suas dores lombares. Porém, a dor lombar pode surgir precocemente, antes do bebê estar muito pesado. A progesterona causa um relaxamento da musculatura e dos ligamentos de várias partes do corpo, incluindo das costas e abdômen, fazendo com que a grávida altere sua postura e tenha dificuldades de lidar com o próprio peso.
  19. Cravos e espinhas: Alterações hormonais podem fazer com que algumas grávidas desenvolvam acne ou apresentem agravamento da acne que já possuíam antes. No sexo feminino, acne está muito relacionada a desbalanços dos hormônios sexuais, que provocam aumento da oleosidade da pele. A acne na gravidez pode ser leve ou grave e pode surgir em qualquer momento da gestação.
  20. Corrimento vaginal: O surgimento de corrimento vaginal ou intensificação do seu corrimento habitual são sintomas normais na gravidez. Em geral, o corrimento da gravidez é igual ao corrimento fisiológico que algumas mulheres têm, sendo este espesso, leitoso ou transparente, e sem odor.
   Pronto! Estão aí um leque de sinais e sintomas que uma mulher pode apresentar no início da gestação. Como já citado, não é obrigatório que todos eles se manifestem, a intensidade e a quantidade irão variar de mulher pra mulher e gestação pra gestação!
   Importante dizer que esses sinais e sintomas não são exclusivos da gravidez. Várias doenças podem provocar sintomas semelhantes. Portanto, o diagnóstico definitivo deve ser obtido através da dosagem do BhCH, seja ele na urina ou no sangue.

   Saber precocemente que está grávida é essencial para que a mulher inicie o pré-natal o mais cedo possível. As mulheres que ficam sabendo da gravidez em estágios iniciais podem tomar medidas que beneficiam o feto, tais como, melhorar o controle de glicose no sangue, aprimorar a dieta, usar suplementos como ácido fólico e ferro, vigiar a pressão arterial, tratar infecções precocemente e evitar o consumo de álcool ou drogas potencialmente nocivas ao bebê no primeiro trimestre de gestação.

Referências:
http://www.mdsaude.com/2012/01/sintomas-gravidez.html
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Gestação semana a semana! 6ª semana

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